A jornada de compra do viajante na era da IA não é mais um caminho linear composto por pesquisas estáticas no Google, consultas a agências físicas e leituras de blogs de turismo. Atualmente, o turista hiperconectado inicia seu planejamento conversando diretamente com assistentes virtuais inteligentes, buscando respostas instantâneas, roteiros customizados ao extremo e soluções em tempo real.
Se você atua no mercado de turismo, entender essa transformação digital profunda é o único caminho para manter sua marca relevante. Mas afinal, como o comportamento do consumidor mudou e o que a sua empresa precisa fazer para não sumir dos novos ecossistemas de busca? É o que a Travel Media vai explorar neste artigo. Confira!
Foto: Freepik
Até pouco tempo atrás, o viajante passava semanas navegando por dezenas de abas no navegador, comparando voos, hotéis e atrações. Com o avanço das ferramentas generativas, esse processo foi reduzido a alguns comandos de voz ou prompts de texto bem estruturados.
Dessa forma, os consumidores ganharam um consultor de viagens particular de alta performance disponível 24 horas por dia. A paciência para triar toneladas de links azuis no formato tradicional de busca diminuiu drasticamente. E agora ele deseja personalização imediata, o que altera completamente o topo do funil de vendas do setor turístico.
Enquanto isso, as marcas enfrentam um novo desafio: como aparecer nos ambientes digitais que realmente influenciam a decisão do viajante moderno?
A resposta passa por presença estratégica nos canais onde o consumidor já está pesquisando, comparando e planejando suas viagens. E isso vai muito além do marketing digital tradicional.
Hoje, plataformas como Decolar, Viajanet, Melhores Destinos, Passagens Imperdíveis e grandes hubs de conteúdo e mídia especializada se tornaram pontos decisivos na jornada de descoberta e consideração do turista.
É justamente nesse cenário que a Travel Media conecta marcas a audiências altamente qualificadas por meio de mídia segmentada em alguns dos principais ecossistemas do turismo digital.
Para capturar a atenção desse novo perfil de cliente, precisamos mapear como as fases tradicionais do funil (descoberta, consideração e decisão) foram reconfiguradas pela inteligência artificial.
Antigamente, a fase de inspiração começava com buscas genéricas como “o que fazer no Nordeste”. Na jornada de compra do viajante na era da IA, essa descoberta acontece por meio de conversas hiper-específicas:
“Monte um roteiro de 5 dias pelo Nordeste para um casal que ama ecoturismo, prefere hotéis boutique sustentáveis e quer evitar praias lotadas.”
Conforme aponta o estudo publicado pela consultoria Phocuswright sobre as tendências do turismo para 2026, as plataformas tradicionais de avaliações de viagem registraram quedas no uso, enquanto as ferramentas de IA generativa saltaram de 6% para 15% na preferência dos usuários como fonte inicial de busca. Isso prova que os viajantes estão trocando fontes estáticas por respostas dinâmicas e sob medida.
Assim que o leque de opções é reduzido, o usuário passa a ponderar sobre logística, custo-benefício e experiências locais. Inegavelmente, os assistentes de IA aceleram essa etapa cruzando dados de geolocalização, reviews consolidados e históricos de tarifas em segundos.
Um levantamento global de mercado realizado pela plataforma de turismo Travala, constatou que a adoção dessas tecnologias é impulsionada principalmente por gerações mais jovens, revelando que 62% dos millennials e da Geração Z utilizam inteligência artificial generativa em suas experiências de descoberta e planejamento de viagens.
Por fim, no momento de fechar o carrinho, a inteligência artificial continua atuando nos bastidores. Seja monitorando quedas repentinas de preços de passagens, seja sugerindo upgrades inteligentes de última hora, o cliente quer conveniência fluida. O tráfego oriundo de recomendações de IA não é apenas volumoso, ele é altamente qualificado.
De acordo com uma análise de dados de consumo digital divulgada pela Adobe, o faturamento gerado por visitas vindas de tráfego de IA registrou um salto impressionante: o ganho financeiro por visita a partir de fontes de IA cresceu 84% quando comparado a origens de tráfego tradicionais.
Sabendo que o ecossistema mudou, sua estratégia de conteúdo não pode continuar a mesma. Aparecer na primeira página do Google ainda importa, mas ser a resposta recomendada pelo Gemini, ChatGPT ou Perplexity tornou-se vital.
Veja as diretrizes fundamentais para estruturar seus canais digitais de maneira eficiente:
Além disso, a presença da marca em portais relevantes do setor fortalece sinais de autoridade digital para mecanismos de IA. Quanto mais uma empresa aparece em ambientes confiáveis e contextualizados, maiores são as chances de ganhar relevância tanto no SEO tradicional quanto nas respostas geradas por inteligência artificial.
Por isso, estratégias de mídia em plataformas como Decolar, Archmídia, Viajanet, Melhores Destinos e Passagens Imperdíveis deixam de ser apenas ações de awareness e passam a influenciar diretamente a descoberta, consideração e decisão do consumidor.
SEO Tradicional vs. IA Search (SGE)
Se você pensa que a revolução acabou com os robôs de conversação, o mercado já aponta para o próximo nível: a Agentic AI (IA Agente). Trata-se de sistemas autônomos que não apenas sugerem rotas, mas que possuem permissão e integração para resolver problemas pontuais do consumidor, como remarcar um voo cancelado ou alterar o check-in do hotel de maneira independente durante imprevistos na viagem.
Portanto, as marcas que disponibilizarem APIs abertas e integrações amigáveis com esses ecossistemas inteligentes sairão na frente, ampliando sua presença no cotidiano do viajante moderno.
Compreender e dominar a jornada de compra do viajante na era da IA deixou de ser um diferencial tecnológico para se tornar uma questão de sobrevivência comercial. Os consumidores estão empoderados por ferramentas incríveis e esperam que as marcas de turismo entreguem o mesmo nível de agilidade, personalização e profundidade em seus conteúdos informativos.
Nesse novo cenário, não basta apenas produzir conteúdo: é preciso ocupar os espaços digitais certos ao longo de toda a jornada do consumidor.
Marcas que conseguem unir dados, conteúdo relevante, SEO, AI Search e presença estratégica em grandes plataformas de viagem tendem a conquistar vantagem competitiva nos próximos anos.
E é exatamente nesse ponto que a Travel Media ajuda empresas a ampliarem sua relevância, conectando campanhas a ambientes premium de alta intenção de compra dentro do universo do turismo digital.
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